segunda-feira, 13 de julho de 2009
Corrida perigosa
No frio, a poluição traz mais riscos a quem
se exercita em ruas de tráfego intenso
Por Simone Costa| 01.07.2009
Foto: Fernando Moraes

A analista financeira Meire Mombeli, na Avenida Professor Luís Inácio de Anhaia Melo, na Zona Leste: mais cansada por causa do ar sujo
A baixa umidade e a inversão térmica típicas do inverno, que dificultam a dispersão dos poluentes, são um problema e tanto para quem pratica atividades físicas ao ar livre, principalmente em áreas de tráfego intenso. "Durante os exercícios, a quantidade de ar inalada é até vinte vezes maior que em repouso", explica Paulo Zogaib, fisiologista e médico do esporte da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). "O aumento no volume de gases nocivos aspirados nesta época do ano pode causar a contração dos brônquios, o que diminui a capacidade respiratória." Segundo o pneumologista Ubiratan de Paula Santos, do Instituto do Coração (Incor), meia hora de atividades em regiões com grande concentração de monóxido de carbono, gás tóxico emitido pelos escapamentos dos carros, equivale a fumar dez cigarros. "Alguém com problema cardiovascular está arriscado a sofrer uma arritmia cardíaca e até morte súbita."
Os poluentes também comprometem o rendimento. Foi o que mostrou uma pesquisa conduzida pelo professor de fisiologia da Unifesp Raul Santo. Ele levou 25 bombeiros saudáveis, não fumantes e que faziam exercícios regularmente a um teste físico nos municípios de Bertioga e Cubatão. O resultado foram uma frequência cardíaca mais elevada e um aumento maior da pressão arterial após a prova realizada em Cubatão, cidade com altos níveis de contaminação do ar, em comparação com o registrado em Bertioga. "A poluição exige uma sobrecarga do organismo", diz Santo. "Gasta-se muito mais energia para realizar o mesmo trabalho." Para a analista financeira Meire Mombeli, que costuma correr no canteiro central da Avenida Professor Luís Inácio de Anhaia Melo, na Zona Leste, o ar fica um pouco melhor pela manhã, quando há menos carros na via. "Mas, mesmo que eu tenha de me exercitar no fim da tarde, acho mais interessante do que ir para a academia", conta. "Correr na esteira é muito monótono."
Há quem desista de se exercitar nas ruas por causa da qualidade do ar. A estudante Caroline Aburaya trocou as avenidas do Butantã pelo Parque Villa-Lobos depois de ficar com a garganta irritada. "É muito mais estimulante, dá para sentir o cheiro da vegetação", afirma. Em áreas verdes, a situação não é animadora. Um estudo da engenheira florestal Ana Paula Garcia Martins, doutoranda do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Universidade de São Paulo (USP), mostrou que cascas de árvores situadas nas bordas dos parques Ibirapuera, Aclimação, Luz, Previdência e Trianon apresentam três vezes mais concentração de ferro, zinco, enxofre e cobre que as da vegetação localizada no centro desses mesmos lugares. "Como as pistas de corrida normalmente ficam próximas às áreas externas, as pessoas acabam respirando ar contaminado como quem está do lado de fora", diz Ana Paula. É importante frisar que ninguém precisa deixar de fazer exercícios em ruas e parques por causa desses problemas. "A 150 metros de grandes avenidas, o ar já apresenta uma melhora considerável", afirma o médico Paulo Saldiva, coordenador do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da USP.
Fonte: Veja São Paulo
http://vejasaopaulo.abril.com.br/revista/vejasp/edicoes/2119/frio-corrida-perigosa-479890.html
No frio, a poluição traz mais riscos a quem
se exercita em ruas de tráfego intenso
Por Simone Costa| 01.07.2009
Foto: Fernando Moraes

A analista financeira Meire Mombeli, na Avenida Professor Luís Inácio de Anhaia Melo, na Zona Leste: mais cansada por causa do ar sujo
A baixa umidade e a inversão térmica típicas do inverno, que dificultam a dispersão dos poluentes, são um problema e tanto para quem pratica atividades físicas ao ar livre, principalmente em áreas de tráfego intenso. "Durante os exercícios, a quantidade de ar inalada é até vinte vezes maior que em repouso", explica Paulo Zogaib, fisiologista e médico do esporte da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). "O aumento no volume de gases nocivos aspirados nesta época do ano pode causar a contração dos brônquios, o que diminui a capacidade respiratória." Segundo o pneumologista Ubiratan de Paula Santos, do Instituto do Coração (Incor), meia hora de atividades em regiões com grande concentração de monóxido de carbono, gás tóxico emitido pelos escapamentos dos carros, equivale a fumar dez cigarros. "Alguém com problema cardiovascular está arriscado a sofrer uma arritmia cardíaca e até morte súbita."
Os poluentes também comprometem o rendimento. Foi o que mostrou uma pesquisa conduzida pelo professor de fisiologia da Unifesp Raul Santo. Ele levou 25 bombeiros saudáveis, não fumantes e que faziam exercícios regularmente a um teste físico nos municípios de Bertioga e Cubatão. O resultado foram uma frequência cardíaca mais elevada e um aumento maior da pressão arterial após a prova realizada em Cubatão, cidade com altos níveis de contaminação do ar, em comparação com o registrado em Bertioga. "A poluição exige uma sobrecarga do organismo", diz Santo. "Gasta-se muito mais energia para realizar o mesmo trabalho." Para a analista financeira Meire Mombeli, que costuma correr no canteiro central da Avenida Professor Luís Inácio de Anhaia Melo, na Zona Leste, o ar fica um pouco melhor pela manhã, quando há menos carros na via. "Mas, mesmo que eu tenha de me exercitar no fim da tarde, acho mais interessante do que ir para a academia", conta. "Correr na esteira é muito monótono."
Há quem desista de se exercitar nas ruas por causa da qualidade do ar. A estudante Caroline Aburaya trocou as avenidas do Butantã pelo Parque Villa-Lobos depois de ficar com a garganta irritada. "É muito mais estimulante, dá para sentir o cheiro da vegetação", afirma. Em áreas verdes, a situação não é animadora. Um estudo da engenheira florestal Ana Paula Garcia Martins, doutoranda do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Universidade de São Paulo (USP), mostrou que cascas de árvores situadas nas bordas dos parques Ibirapuera, Aclimação, Luz, Previdência e Trianon apresentam três vezes mais concentração de ferro, zinco, enxofre e cobre que as da vegetação localizada no centro desses mesmos lugares. "Como as pistas de corrida normalmente ficam próximas às áreas externas, as pessoas acabam respirando ar contaminado como quem está do lado de fora", diz Ana Paula. É importante frisar que ninguém precisa deixar de fazer exercícios em ruas e parques por causa desses problemas. "A 150 metros de grandes avenidas, o ar já apresenta uma melhora considerável", afirma o médico Paulo Saldiva, coordenador do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da USP.
Fonte: Veja São Paulo
http://vejasaopaulo.abril.com.br/revista/vejasp/edicoes/2119/frio-corrida-perigosa-479890.html
Oásis culturais
Saraus espalham-se pela cidade revelando poetas e artistas anônimos
Por Simone Costa| 23.04.2009

Chama Poética: literatura e música na Casa das Rosas
Fotos: Leo Feltran
Uma vez por mês, culturetes com idade e figurino bastante variados soltam a voz em encontros que acontecem num espaço da Avenida Paulista. Não, não se trata de nenhuma associação de cantores amadores ou coisa parecida. Mas, sim, de uma turma-cabeça que curte declamar poesias e textos em público (ou assistir a performances do tipo) em um programa que voltou a ser moda: os saraus. Um deles, o Chama Poética, reuniu oitenta participantes no último dia 5 na Casa das Rosas, onde nasceu, há quatro anos. O número de interessados cresceu a ponto de um encontro extra ser promovido no Museu da Língua Portuguesa, na região da Luz, desde novembro. Fã, a estudante Bruna Homem de Mello, de 14 anos, encara os 89 quilômetros de sua cidade, Valinhos, no interior do estado, até a capital para participar. "Quando ouço alguém lendo, parece que os versos ganham vida", diz.
Participantes em ação: sem receio do público

Comuns na Europa do século XIX, os saraus têm se espalhado por São Paulo mantendo a tradição de dar voz e espaço a escritores e artistas, por vezes, desconhecidos. Encontros assim movimentavam a elite intelectual paulistana no início do século XX e foram fundamentais na gestação da Semana de Arte Moderna de 1922, por exemplo. O escritor Mário de Andrade chamava de oásis culturais as sessões que José de Freitas Valle, fundador da Pinacoteca, realizava em sua casa, na Vila Mariana. A versão "terceiro milênio" tem formatos variados. A Comitiva Sertão Cidade, que ocorre mensalmente num sebo da Praça Benedito Calixto, em Pinheiros, tem inspiração na obra de Guimarães Rosa. Já no Sarau Astronômico, no Planetário do Ibirapuera, é possível ouvir narrações de mitos sobre o cosmo, acompanhar apresentações musicais e observar as estrelas por meio de telescópios.
Algumas dessas reuniões culturais são abertas à participação espontânea do público, outras exigem aprovação prévia. "Nem sempre escolho poetas consagrados", diz a psicanalista Fernanda de Almeida Prado, organizadora do Chama Poética, que faz a seleção entre os muitos textos recebidos. "Dou maior importância a temas que levem à reflexão." No sarau Sopa de Letrinhas, realizado no Villaggio Café, em Pinheiros, os próprios frequentadores leem textos do poeta contemporâneo homenageado a cada edição. Em seguida, o palco é aberto para quem deseja recitar as próprias poesias. Realizado pelo Clube Caiubi, um grupo de compositores de MPB, o Sopa rola uma vez por mês há sete anos. "Os saraus existem graças aos poetas anônimos e amadores", afirma Vlado Lima, sócio do bar. Integrante desse time, a publicitária Simone Teixeira conta que ficava encabulada quando começou a comparecer aos encontros, em 2005. "Sempre pensava se iam gostar", lembra. Pelo visto, isso virou coisa do passado. "Agora, apresento minhas poesias com a maior tranquilidade."
A estudante Bruna: "Os versos ganham vida"

Fonte: Veja São Paulo: http://vejasaopaulo.abril.com.br/revista/vejasp/edicoes/2110/oasis-culturais-451466.html
Saraus espalham-se pela cidade revelando poetas e artistas anônimos
Por Simone Costa| 23.04.2009

Chama Poética: literatura e música na Casa das Rosas
Fotos: Leo Feltran
Uma vez por mês, culturetes com idade e figurino bastante variados soltam a voz em encontros que acontecem num espaço da Avenida Paulista. Não, não se trata de nenhuma associação de cantores amadores ou coisa parecida. Mas, sim, de uma turma-cabeça que curte declamar poesias e textos em público (ou assistir a performances do tipo) em um programa que voltou a ser moda: os saraus. Um deles, o Chama Poética, reuniu oitenta participantes no último dia 5 na Casa das Rosas, onde nasceu, há quatro anos. O número de interessados cresceu a ponto de um encontro extra ser promovido no Museu da Língua Portuguesa, na região da Luz, desde novembro. Fã, a estudante Bruna Homem de Mello, de 14 anos, encara os 89 quilômetros de sua cidade, Valinhos, no interior do estado, até a capital para participar. "Quando ouço alguém lendo, parece que os versos ganham vida", diz.
Participantes em ação: sem receio do público

Comuns na Europa do século XIX, os saraus têm se espalhado por São Paulo mantendo a tradição de dar voz e espaço a escritores e artistas, por vezes, desconhecidos. Encontros assim movimentavam a elite intelectual paulistana no início do século XX e foram fundamentais na gestação da Semana de Arte Moderna de 1922, por exemplo. O escritor Mário de Andrade chamava de oásis culturais as sessões que José de Freitas Valle, fundador da Pinacoteca, realizava em sua casa, na Vila Mariana. A versão "terceiro milênio" tem formatos variados. A Comitiva Sertão Cidade, que ocorre mensalmente num sebo da Praça Benedito Calixto, em Pinheiros, tem inspiração na obra de Guimarães Rosa. Já no Sarau Astronômico, no Planetário do Ibirapuera, é possível ouvir narrações de mitos sobre o cosmo, acompanhar apresentações musicais e observar as estrelas por meio de telescópios.
Algumas dessas reuniões culturais são abertas à participação espontânea do público, outras exigem aprovação prévia. "Nem sempre escolho poetas consagrados", diz a psicanalista Fernanda de Almeida Prado, organizadora do Chama Poética, que faz a seleção entre os muitos textos recebidos. "Dou maior importância a temas que levem à reflexão." No sarau Sopa de Letrinhas, realizado no Villaggio Café, em Pinheiros, os próprios frequentadores leem textos do poeta contemporâneo homenageado a cada edição. Em seguida, o palco é aberto para quem deseja recitar as próprias poesias. Realizado pelo Clube Caiubi, um grupo de compositores de MPB, o Sopa rola uma vez por mês há sete anos. "Os saraus existem graças aos poetas anônimos e amadores", afirma Vlado Lima, sócio do bar. Integrante desse time, a publicitária Simone Teixeira conta que ficava encabulada quando começou a comparecer aos encontros, em 2005. "Sempre pensava se iam gostar", lembra. Pelo visto, isso virou coisa do passado. "Agora, apresento minhas poesias com a maior tranquilidade."
A estudante Bruna: "Os versos ganham vida"

Fonte: Veja São Paulo: http://vejasaopaulo.abril.com.br/revista/vejasp/edicoes/2110/oasis-culturais-451466.html
terça-feira, 7 de julho de 2009
"O cérebro não colhe idéias no canteiro do ócio. É sobretudo pela interação com o material, pelo trabalho, pelo esforço e, em última instância pelo fracasso que nós nutrimos nosso banco de idéias" Vik Muniz
Fui visitar a exposição de Vik Muniz no Masp. Tenho o catálogo desta mostra, mas nada se compara a ver a obra em tamanho original. Meus olhos gostaram muito do que viram. De perto, tudo parece apenas um amontoado de peças, de lixo, de poeira, mas que de longe viram um conjunto harmonioso. Deixe seus olhos verem, deixe-os ir além, ver mais fundo, parece o artista querer dizer.
Meus olhos também gostaram do sol. Fui a pé de casa até o Masp. Meia hora de caminhada por uma Paulista ensolarada. Na volta, o entardecer, também aproveitado em mais meia hora de caminhada. Gosto quando consigo me sentir parte de um lugar, quando consigo viver o que se apresenta a minha frente em um exata momento. Esses instantes merecem ser registrados. Esta foi uma boa terça-feira.
Fui visitar a exposição de Vik Muniz no Masp. Tenho o catálogo desta mostra, mas nada se compara a ver a obra em tamanho original. Meus olhos gostaram muito do que viram. De perto, tudo parece apenas um amontoado de peças, de lixo, de poeira, mas que de longe viram um conjunto harmonioso. Deixe seus olhos verem, deixe-os ir além, ver mais fundo, parece o artista querer dizer.
Meus olhos também gostaram do sol. Fui a pé de casa até o Masp. Meia hora de caminhada por uma Paulista ensolarada. Na volta, o entardecer, também aproveitado em mais meia hora de caminhada. Gosto quando consigo me sentir parte de um lugar, quando consigo viver o que se apresenta a minha frente em um exata momento. Esses instantes merecem ser registrados. Esta foi uma boa terça-feira.
“Do que você gosta?” As minhas respostas mais imediatas seriam café, sorvete de creme, pastel de carne. Mas não era isso que ele queria saber. Ali, aquelas pessoas gostavam de coisas bem diferentes daquelas que eu gosto. Alguém com quem conversei, meio aluscinado, me disse que eu estava com cara de quem procurava compreender, e que mesmo sem a minha compreensão, tudo aquilo continuaria seu curso. Depois, ao falar sobre minhas impressões com uma pessoa, ela me disse simplesmente que eu tinha ideias limitadas. Isso doeu. Mas o bom de tudo é poder olhar o mundo, olhar as pessoas, aquilo que acontece. Dispor-se a ir ao encontro da vida porque ela é uma diversidade enorme. Mesmo que algo choque, mesmo que doa, que não haja adaptação, é necessário ver e sentir. Viver apenas.
terça-feira, 30 de junho de 2009
Acabo de rever Elsa & Fred, um filme espanhol muito lindo! A intenção era apenas estudar espanhol, prestar atenção no sotaque da atriz que interpreta Elsa, que é argentina, comparando com o jeito de falar dos outros, que são espanhóis. Mas, como da primeira vez, chorei bastante. O cinema é mesmo o que mais me emociona no mundo. Ali estão nossas dores, nossas alegrias, frustrações, conquistas, amores. A vida. Elsa & Fred fala simplesmente da vida, da necessidade de viver. Às vezes, as pessoas (e eu também) se prendem a tantos detalhes em vez de simplesmente viver mais leve. Viver o presente, o que se tem. Viver e sonhar. É disso que trata esse filme.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Hoje fui assistir O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button/EUA, 2008). Eu, que no post anterior havia falado sobre a dificuldade de crescer, estou pensando agora sobre a dificuldade de lidar com o tempo. Não adianta, seja para frente ou para trás, há sempre a angústia do fim. Foi essa a sensação que tive com o filme. Se nascêssemos velhos e fôssemos "enjuvenescendo", teríamos o tempo passando da mesma forma. Isso me causa certa angústia. O que temos é apenas o agora. E é isso que estou aprendendo: a viver o presente, o minuto que está acontecendo.
Outro ponto que me chamou a atenção é que quanto mais vivemos, mais vamos adquirindo uma cabeça de velhos. E não coloco isso como algo negativo. É apenas uma observação de que não é possível passar muito tempo vivo sem carregar o que se acumulou em uma vivência longa. E é isso que acontece a Benjamin (Brad Pitt). Quando ele é criança, mesmo com a aparência de um velho de 80 anos, tem curiosidade, tem vontade de viver e ver coisas diferentes, tem que aprender sobre o mundo. Já depois de sua longa vida, apesar de ter um aspecto de um adolescente de 17 anos, diz que é velho por dentro. Já viveu tanto!
Hoje o meu tempo passou de uma forma que valeu muito a pena. Sem angústia! Almoço com Fernanda, uma amiga que eu adoro, café, cinema e muita conversa, muita troca. Aliás, não há nada nesse mundo que pague o prazer de poder ir ao cinema numa terça-feira à tarde. Como diz aquela propaganda: não tem preço!
Outro ponto que me chamou a atenção é que quanto mais vivemos, mais vamos adquirindo uma cabeça de velhos. E não coloco isso como algo negativo. É apenas uma observação de que não é possível passar muito tempo vivo sem carregar o que se acumulou em uma vivência longa. E é isso que acontece a Benjamin (Brad Pitt). Quando ele é criança, mesmo com a aparência de um velho de 80 anos, tem curiosidade, tem vontade de viver e ver coisas diferentes, tem que aprender sobre o mundo. Já depois de sua longa vida, apesar de ter um aspecto de um adolescente de 17 anos, diz que é velho por dentro. Já viveu tanto!
Hoje o meu tempo passou de uma forma que valeu muito a pena. Sem angústia! Almoço com Fernanda, uma amiga que eu adoro, café, cinema e muita conversa, muita troca. Aliás, não há nada nesse mundo que pague o prazer de poder ir ao cinema numa terça-feira à tarde. Como diz aquela propaganda: não tem preço!
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